Partido de Machado pede a revogação 'imediata' da inabilitação política de sua líder na Venezuela
O partido da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz María Corina Machado pediu, na quinta-feira (8), a revogação "imediata" de sua inabilitação política, depois que uma magistrada confessou ter sido forçada a assinar a medida que impediu a líder opositora de concorrer às eleições de 2024.
Barbara Cesar Siero, de 51 anos, magistrada do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2024, afirmou à AFP que dois de seus irmãos e sua cunhada militares foram detidos em dezembro de 2023 com o objetivo de obrigá-la a assinar o documento que inabilitou Machado.
Vencedora por ampla margem nas primárias da oposição em 2023, Machado não pôde se candidatar às eleições presidenciais, mas indicou Edmundo González Urrutia, um diplomata até então desconhecido, para substituí-la na disputa.
O presidente deposto, Nicolás Maduro, foi proclamado vencedor daquele pleito. A oposição denunciou fraude, enquanto grande parte da comunidade internacional não reconheceu sua vitória.
"Essa inabilitação deve ser revogada IMEDIATAMENTE", declarou o partido Vente Venezuela em um comunicado, classificando a medida como "ilegal desde a sua origem", uma vez que foi ratificada mediante pressões sobre a magistrada.
"Prender e punir membros da família para quebrar a vontade de uma pessoa" revela "até onde o aparato criminoso do chavismo foi capaz de chegar para perseguir politicamente" seus opositores, apontou o partido de Machado.
G.Bonnet--MJ