Funcionário do Serviço Postal acusa governo Trump de colocar em risco o voto por correio
O novo sistema de voto por correio imposto pelo governo do presidente americano, Donald Trump, coloca em risco a participação eleitoral de milhões de americanos, segundo a denúncia anônima de um funcionário do Serviço Postal divulgada por um senador da oposição.
Os Estados Unidos não possuem um sistema nacional de verificação do voto por correio, uma vez que a organização das eleições é de responsabilidade de cada estado.
Trump assinou em março um decreto presidencial para reforçar os controles, pois, segundo ele, a fraude é generalizada em alguns estados controlados pelos democratas, como a Califórnia.
Um juiz federal em Massachusetts bloqueou temporariamente partes desse plano do Serviço Postal (USPS), que incluiria, entre outras medidas, a exigência de códigos de barras, assim como listas verificadas de eleitores em cada estado.
Na semana passada, a Suprema Corte permitiu que Washington prosseguisse com seus planos, a quase dois meses das eleições legislativas de meio de mandato.
Contudo, uma juíza federal voltou a bloquear o decreto presidencial na última quinta-feira.
O projeto é "secreto, apressado, caótico e fundamentalmente defeituoso", e os testes insuficientes poderiam provocar um "fracasso catastrófico", afirma o funcionário dos correios, segundo o senador democrata Richard Blumenthal, que divulgou a denúncia nesta terça-feira em uma carta aberta.
"A aparente forma descuidada e apressada com que estão sendo construídos o portal federal de cédulas por correio e os sistemas de informática de apoio representa um risco significativo", disse o denunciante, que é representado pela organização sem fins lucrativos Whistleblower Aid.
O USPS, que não respondeu de imediato ao pedido de comentários da AFP, vinha trabalhando com a meta de um lançamento em 1º de setembro, segundo o funcionário.
J.Rossi--MJ