Monaco Journal - Giovanni Malagò é eleito novo presidente da Federação Italiana de Futebol

Giovanni Malagò é eleito novo presidente da Federação Italiana de Futebol
Giovanni Malagò é eleito novo presidente da Federação Italiana de Futebol / foto: Stefano RELLANDINI - AFP/Arquivos

Giovanni Malagò é eleito novo presidente da Federação Italiana de Futebol

Giovanni Malagò, ex-presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano (CONI) e do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, foi eleito nesta segunda-feira (22) o novo presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), entidade em crise desde que a seleção do país não se classificou para a Copa do Mundo deste ano.

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Durante a assembleia extraordinária eleitoral da FIGC, realizada em um hotel em Roma, Malagò obteve 68,58% dos votos contra 29,17% de Giancarlo Abete, representante do futebol amador que já presidiu a FIGC entre 2004 e 2014.

O novo presidente assume o cargo no lugar de Gabriele Gravina, empossado em 2018 e que apresentou sua renúncia após a eliminação da Itália na repescagem europeia para o Mundial de 2026 contra a Bósnia e Herzegovina (4-1 nos pênaltis após empate em 1 a 1 em 120 minutos), no final de março.

Aos 67 anos, Malagò é uma figura importante do esporte italiano. Ex-jogador da seleção de futsal, fez parte da organização de vários grandes eventos esportivos no país, além da campanha de Roma, abandonada em 2016, para sediar os Jogos Olímpicos de 2024.

Entre 2013 e 2025, dirigiu o CONI e, a partir 2019, presidiu o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Inverno. Também é membro do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Antes mesmo de anunciar formalmente sua candidatura, ele já era o favorito a assumir o cargo, conseguindo o apoio de clubes da Serie A e da Serie B, de treinadores e de associações de jogadores, que representam 54% dos votos.

Agora, Malagò tem várias tarefas pela frente: a primeira é nomear um sucessor para Gennaro Gattuso no cargo de técnico da seleção, com Roberto Mancini entre os favoritos, após sua passagem anterior entre 2018 e 2023.

O dirigente também terá que promover mudanças no sistema de formação de jogadores jovens, um dos problemas apontados pelos críticos para explicar a ausência da Itália nas últimas três Copas do Mundo.

O terceiro grande ponto de trabalho será a organização da Eurocopa de 2032 em conjunto com a Turquia, um tema complicado devido à infraestrutura defasada dos estádios da Itália.

G.Vitali--MJ