OpenAI começa a disponibilizar GPT-6 Astra, seu modelo mais potente
A OpenAI começou a disponibilizar nesta quinta-feira (3) o GPT-6 Astra, seu modelo de inteligência artificial (IA) mais potente, capaz de operar um computador de forma autônoma, segundo a empresa de San Francisco.
O salto de geração, um ano após o GPT-5, ocorre depois de uma série de ciberataques realizados neste verão do Hemisfério Norte por ferramentas de IA em fase de testes, incluindo sistemas da OpenAI, que evidenciaram os riscos dos modelos mais avançados.
A empresa afirma que o novo modelo inclui medidas para reduzir esses riscos.
Inicialmente, o GPT-6 ficará restrito a "um número limitado de organizações", antes de ser disponibilizado "nos próximos dias" aos assinantes dos planos pagos do ChatGPT e a desenvolvedores.
Em um vídeo de demonstração, a empresa mostra o modelo, controlado por voz, publicando sozinho um anúncio de venda na internet.
Segundo resultados de testes apresentados pela OpenAI, o modelo consegue encontrar uma acomodação em dez minutos, tarefa que levaria seis horas para uma pessoa.
O GPT-6 é o primeiro modelo da OpenAI a atingir o nível mais elevado de risco em sua própria escala de avaliação de cibersegurança, com capacidade de invadir de forma autônoma sistemas de informática altamente protegidos.
Suas funções mais sensíveis ficarão restritas a especialistas em defesa cibernética, e um sistema de supervisão automática poderá interromper tarefas dos usuários, "inclusive em trabalhos sem relação com a cibersegurança".
A Anthropic, por sua vez, restringe desde abril a parceiros cuidadosamente selecionados o acesso ao seu modelo Mythos, também capaz de realizar invasões de forma autônoma. Uma versão limitada, chamada Fable, está disponível ao público desde junho.
A OpenAI afirma que o GPT-6 executa cada tarefa a um custo menor que seu antecessor, com preços semelhantes aos da Anthropic, que estão entre os mais altos do mercado.
Questionado sobre a concorrência de modelos abertos e de baixo custo, especialmente chineses, que poderiam ameaçar o modelo de negócios das gigantes americanas, o presidente da OpenAI, Greg Brockman, demonstrou confiança na eficiência da nova versão.
"O que importa é o preço por tarefa" realizada, e não quanto custa usar a IA, afirmou a jornalistas.
A.Serra--MJ