Monaco Journal - Petroleiro russo se aproxima de Cuba para entregar combustível

Petroleiro russo se aproxima de Cuba para entregar combustível

Petroleiro russo se aproxima de Cuba para entregar combustível

Um petroleiro russo vai entregar nesta terça-feira (31) o primeiro carregamento de petróleo a Cuba desde janeiro, após o alívio de Washington ao bloqueio petrolífero de fato aplicado à ilha, que enfrenta uma profunda crise energética.

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O navio Anatoly Kolodkin, alvo de sanções americanas, seguia em direção ao porto de Matanzas, 100 km ao leste de Havana, com 730.000 barris de petróleo.

A decisão do presidente Donald Trump de permitir que a Rússia forneça petróleo a Cuba evita um confronto com Moscou e oferece um alívio a um país que enfrentou, nos últimos meses, vários apagões, um racionamento drástico de combustível e uma redução do transporte público.

"Vamos recebê-lo da melhor maneira possível, você não sabe a falta que esse petróleo nos faz", disse à AFP a aposentada Rosa Pérez, 74 anos, que mora em Matanzas, onde os apagões superam 20 horas por dia.

"Oxalá venham muitos mais navios", acrescentou Rosa, que disse estar cansada dos apagões e de ter que cozinhar com carvão.

Trump disse no domingo que não tinha "nenhum problema" com o envio do petróleo da Rússia para Cuba, mas um dia depois seu governo deixou claro que isto não significa uma mudança na política de sanções contra a ilha.

"Permitimos que este navio chegue a Cuba para atender às necessidades humanitárias do povo cubano. Estas decisões estão sendo tomadas caso a caso", declarou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

A crise energética em Cuba se agravou em janeiro, quando Trump cortou o fluxo de petróleo venezuelano após a captura de Nicolás Maduro, principal aliado de Havana na região, e ameaçou impor tarifas aos países que vendessem petróleo à ilha.

Para justificar o bloqueio energético, o presidente americano alega que Cuba, governada pelo Partido Comunista (PCC, único), representa "uma ameaça excepcional" para a segurança nacional de seu país devido às relações que mantém com Rússia, China e Irã.

Trump chegou a mencionar a possibilidade de "tomar" Cuba.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, confirmou no início de março que funcionários cubanos e americanos participaram de reuniões.

Desde o final de 2024, Cuba sofreu sete apagões – dois deles neste mês – que provocaram protestos incomuns.

Cuba produz quase 40.000 barris diários de petróleo pesado, utilizados para abastecer as oito centrais termelétricas que constituem a base de seu sistema elétrico, mas o país depende das importações de diesel.

C.Gatti--MJ