Doutor Destino leva vantagem sobre Thanos nos quadrinhos da Marvel
A comparação entre os vilões depende das versões e dos poderes disponíveis, mas a combinação de ciência, magia e estratégia de Victor Von Doom amplia suas possibilidades de vitória.
Thanos foi a ameaça central enfrentada pelos heróis em Vingadores: Ultimato, de 2019, depois de reunir as seis Joias do Infinito e mobilizar um exército alienígena. Em Vingadores: Doutor Destino, porém, o Universo Cinematográfico Marvel prepara outro antagonista para um confronto de dimensão comparável ou superior.
A resposta sobre qual personagem é mais forte muda de acordo com a fase dos quadrinhos, as habilidades disponíveis e as condições estabelecidas pelo roteiro. Os dois já acumularam vitórias contra entidades poderosas e derrotas improváveis, inclusive para a Garota-Esquilo. Ainda assim, as histórias publicadas permitem comparar suas capacidades mais recorrentes.
Thanos é um Deviante, uma variação dos Eternos, e possui força, resistência, velocidade e capacidade de cura muito superiores às humanas. Além da vantagem física, o titã é um estrategista capaz de comandar exércitos, conquistar planetas e construir uma reputação temida em toda a galáxia.
Nos quadrinhos, sua ambição foi motivada pelo desejo de conquistar a entidade Morte. Nos filmes, buscou reduzir pela metade a população do universo sob a justificativa de equilibrar os recursos. Para executar esse plano, reuniu as seis Joias do Infinito e passou a controlar aspectos fundamentais da existência.
Com a Manopla completa, Thanos pode manipular espaço, tempo, realidade, mente, poder e alma. Esse conjunto permite eliminar metade da vida com um estalar de dedos e fez com que heróis precisassem de grandes sacrifícios para derrotá-lo nas HQs. No cinema, uma longa sequência de acontecimentos foi necessária para reverter sua vitória.
O titã tem poucas vulnerabilidades evidentes. Sua relação com a Morte e o vínculo que mantém, à sua maneira, com Gamora e Nebulosa podem influenciar suas decisões. Mesmo sem as Joias, ele dispõe de força suficiente para vencer o Hulk e costuma atuar acompanhado por tropas alienígenas.
Victor Von Doom parte de outra base. Embora seja humano, o governante da Latvéria combina genialidade científica com domínio de magia, área em que é apresentado como inferior a poucos personagens, entre eles o Doutor Estranho. Sua armadura, tecnologia, conhecimento místico e planejamento permitem enfrentar adversários fisicamente mais poderosos.
O Doutor Destino também dispõe de um exército de Destinobôs e dos recursos de seu reino. Seus conflitos com Mefisto, Reed Richards, o Quarteto Fantástico e os Vingadores mostram que ressentimento e ambição são motores constantes de suas ações.
A principal vantagem de Doom está na capacidade de tomar poderes de entidades cósmicas. Nas Guerras Secretas de 1984, ele entrou no confronto com a intenção de roubar a força do Beyonder, capaz de manipular a realidade e criar mundos. A estratégia ilustra como o personagem procura superar seus limites humanos por meio de conhecimento e preparação.
Em Guerras Secretas de 2015, ele tomou o poder dos Beyonders e reuniu diferentes mundos em um único planeta sob seu comando. Nessa condição, passou a ter recursos associados a imortalidade, onipotência, controle de matéria e energia, viagens dimensionais, regeneração e alteração da realidade.
Se Thanos estiver com todas as Joias e Doutor Destino contar com o poder dos Beyonders, a vantagem tende a ser de Doom. Ele poderia reescrever a realidade antes que o adversário usasse a Manopla e retirar os elementos que sustentam o poder do titã.
Mesmo em versões menos extremas, Victor pode vencer por meio da magia e da estratégia. Algumas habilidades místicas só foram contidas por Thanos quando ele utilizou as Joias no confronto com o Doutor Estranho. Os Destinobôs também ampliam a força militar da Latvéria porque podem reproduzir recursos de seu criador.
Os dois se enfrentaram diretamente nas Guerras Secretas de 2015. Com o poder dos Beyonders, Doom derrotou Thanos e arrancou sua coluna, uma vitória decisiva que reforçou a superioridade daquela versão do monarca.
Em uma disputa exclusivamente física, o cenário se inverte. Thanos é muito mais forte e resistente, enquanto Victor continua biologicamente humano e pode ser ferido. Para transformar essa vantagem em vitória, no entanto, o titã precisaria neutralizar a armadura, a magia, os robôs e os planos de contingência de Doom.
A ausência do Doutor Destino na luta de Ultimato tem uma explicação narrativa. A versão apresentada em Quarteto Fantástico surgiu em outra realidade e não compartilhava o universo da formação original dos Vingadores durante a guerra contra Thanos.
Robert Downey Jr., escalado como o novo vilão, já existia na Terra-616 como Tony Stark, o Homem de Ferro que participou da derrota de Thanos. A chegada de Doom por meio das Incursões deverá colocar o personagem diante dos heróis principais e demonstrar, no cinema, como sua ameaça difere da força galáctica do titã.
A comparação também ajuda a separar força bruta de poder total. Thanos reúne atributos físicos que lhe permitem enfrentar diretamente os seres mais resistentes da Marvel. Doom amplia os próprios limites por meio de artefactos, feitiços, máquinas e poderes tomados de terceiros, criando situações em que um humano passa a controlar forças cósmicas.
Essa versatilidade torna difícil neutralizar Victor numa batalha sem preparação. Mesmo que perca um confronto físico, ele pode recorrer à magia, a duplicatas robóticas ou a planos concebidos antes do encontro. Thanos, por sua vez, torna-se praticamente imparável quando possui todas as Joias, mas depende da Manopla para alcançar o nível máximo de manipulação da realidade.
C.Battaglia--MJ